sábado, 29 de junho de 2013

Como eu vim parar aqui?

Acho importante saber como eu vim parar aqui. Aqui na cama e aqui com tempo de escrever meu blog!

Como todos sabem estou gestante e descobrimos nas nossas férias em São Paulo na casa dos meus primos. No primeiro dia lá eu me senti mal e fizemos o teste! Pimba... Gravidissima! Que massa!!!!! Mas a primeira coisa que pensei foi: Eita poxa, agora vai! Temos nosso filho.

Como eu sou um bocão, em menos de uma hora essa foto já estava na internet e o mundo já sabia que eu e Sérgio estávamos grávidos! No dia seguinte fomos ao médico e depois de exames, descobrimos que nosso   bebê tinha 6 semanas e meia e um coração batendo a mil! Coisa linda.



Mas com a noticia veio a outra: Repouso. O médico me colocou em repouso moderado (pode fazer as coisas, mas não muitas coisas). E fizemos. Passeamos com Pedro, Luiz, Caty, Rodrigo, Camila e Lippe por São Paulo e com Mara no litoral fomos para várias praias. Eu, Sérgio e nossa pequena!

Quando voltei e fui ao médico: Repouso, mais 7 dias. Depois mais 15 dias. Depois mais 15 dias. Eu estava sangrando um pouco. Passou, ufa.

Voltei as atividades... Começaram as aulas na Federal, dei aulas por ai...Mas, não durou tanto essa calmaria.

Por um exame de rotina, os médicos viram que o colo do meu útero não estava com um tamanho seguro e diagnosticaram-me com IIC - Incompetência Istmo Cervical. Em dois dias eu já estava na mesa de cirurgia (me pelando de medo), para fazer uma cerclagem! É uma cirurgia que dá pontos no colo para ele ficar mais seguro, é bem tranquila.

Essa IIC causa muitos abortos em mulheres que possuem o problema e não são diagnosticadas a tempo, mas meu Deus é tão lindo que nos deu de presente esse diagnóstico a tempo de salvar-nos dessa tristeza.

Para que Liz permaneça dentro de mim com tranquilidade e por mais tempo seguro eu tenho que ficar em repouso. Mas não o repouso de São Paulo!!!! Um repouso de verdade. Por tanto, desde o dia 11 de junho de 2013, as 16h, eu permaneço de repouso total, só me levantando em casos de extrema necessidade. Isso me ensinou que fazer xixi não é um caso de extrema necessidade.

Desde então, estou na casa de mainha, mudando completamente a rotina dela, do meu irmão, do meu padrasto, do meu esposo e dos meus amigos e familiares que estão se revesando em prestação de serviços para ficarem comigo e fazerem as coisas por mim.

Vou falar mais dessa experiência de ser uma pessoa deitada, mas, eu só queria explicar como eu vim parar aqui.




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